segunda-feira, 28 de abril de 2014
A Tempestade.
Náuseas e falta de equilíbrio, navegando sem perigo.
Em um barco enorme, noite calma, qual seria meu inimigo?
Tudo parece perfeito, desde a manhã ao anoitecer.
Qual risco poderia me aborrecer?
Então o destino sempre brincalhão.
Muda o percurso e o clima, tudo vira agitação.
Pânico no navio e água para todo lado.
O capitão se pergunta, se seu fim será molhado.
Navegando contra a tempestade e o desespero.
Ele precisa fingir ser corajoso e demonstrar espanto sem exagero.
Uma onda enorme está chegando, o que fazer?
Pedir a Poseidon, para que deixe o mar adormecer.
A tempestade está acabando e o sol já voltando.
Quanta sorte em estar vivo, os passageiros todos vibrando.
A religiosidade vai embora, Poseidon é esquecido.
Pois só em momentos de angustias, os deuses são revividos.
~Guilherme Monteiro.
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